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terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Sexy Machine



Paula Capobianco


Foi-se o tempo das tradicionais e famosas mulheres da vida, dos cabarés que acolhiam no calor do seu colo fraterno desde homens casados até mesmo seus filhos com o intuito de iniciar a vida sexual. Gerações e gerações conviveram, mesmo que a distância, via ditos populares e nas telas de grandes cinemas, com a famosa figura da mulher “alheia”, mais conhecida como garota de programa. Acompanhando as evoluções tecnológicas esse mercado tornou-se uma poderosa indústria pornográfica que teve início nas revistas em quadrinhos e que hoje abrange todas as mídias: primária, secundária e terciária.
O mercado dos fanzines pornôs cedeu quase que todo seu espaço para as antigas vídeo locadoras, que hoje, mesmo com a ascensão do DVD, ainda sobrevivem sem maiores prejuízos se digitalizando. Entretanto, além da larga escala de opções de revistas masculinas nas bancas, é na internet, hoje um dos veículos de comunicação mais utilizados principalmente pela população brasileira, que você pode encontrar esse "produto" com a maior facilidade e a menor restrição ou fiscalização . Ou seja, hoje você marca um encontro com a cyberwoman, ou com as eightteens em um click, bastando apenas se cadastrar no respectivo site.
Graças ao livre arbítrio, cada um tem a sua vida e faz dela o que bem entender, ainda bem! Porém, o problema não está no fazer e sim, na medida em que, a forma como o que é feito possa interferir no bem comum. Em outras palavras, o problema está na fácil acessibilidade desses sites e principalmente no conteúdo neles encontrados. Em sua maioria as fotos já estão na home de entrada, sem qualquer restrição apenas levando um texto pra responder se o navegante é maior de idade ou não, apenas isso. Você pode afirmar que a restrição a que me refiro é de responsabilidade dos pais do menor, mas não se trata apenas disso.
Há poucas semanas foi capa da revista Veja um tema semelhante a um dos pontos em que quero chegar. A nudez óbvia, e gratuita. A revista abordou as discussões realizadas em cima das cenas de sexo e de atores com as mínimas roupas necessárias em cenas comuns e em horários impróprios. Até que ponto a arte não violenta o ser humano com a sua nudez. Particularmente não vejo problemas com a nudez partindo do principio do propósito e do caráter com que é trabalhado. Entretanto, não é com esse tipo de trabalho que realmente temos lidado na televisão brasileira e nos sites os quais foram nosso ponto de partida. Susana Vieira e José Wilker se denunciaram em canas praticamente explícitas de sexo em pleno horário nobre na novela "Senhora do Destino". A apelação do autor da novela passou também pelas mãos dos atores, e é nesse momento que o problema é camuflado com a falsa idéia da arte.
Penso que a arte vai muito além de nudez e sexo, não menosprezando ambos, mas sinto que tal reverência é advinda da carência de sinestesia e de uma mente fraca e vazia do público atual brasileiro. Está para entrar no circuito cinematográfico, “Entre Lençóis”, filme protagonizado por Paola Oliveira e Reynaldo Gianeccine. Ainda não pude assistir, porém sei por alto que o filme relata a história repentina de um casal que acaba de se conhecer e passa uma ardente noite em um quarto de motel, cenário do filme. O longa foi bem divulgado devido as fortes cenas na cama entre os atores. Gianeccine, que já interpretou cenas do mesmo teor em “Primo Basílio” no cinema, não foi pego de surpresa. Aí está um bom exemplo de arte com nudez, mas sem agredir o ser humano (que quando me refiro falo desde uma criança até um idoso), pois não aparece o filme inesperadamente na sua frente, afinal você o procurou e tem idade para assisti-lo.
A questão é, tem que se fazer entender o poder que toda essa magia erótica tem, mesmo que indiretamente, sobre a forma de agir e pensar das pessoas. Cogitar que talvez possa ser essa banalização que leve garotas de todos os níveis de formação, a se disponibilizarem em sites de massagem e de prostituição de luxo.
O dom de quem fabrica a arte pode se desmanchar ao se igualar as demais tentativas de expressão que por sua vez já se resignaram ao sujo, cafona e vulgar nada que se compare a um Nelson Rodrigues.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Introduza a moeda $$$



Paula Capobianco


Introduza a moeda, por favor. Até soa obsceno, mas não se trata disso com propriedade, a não ser para mim. Estamos imersos numa sociedade capitalista, isso não tem erro nem escapatória. Capitalismo o qual é reavivado no momento engolindo caroços do seu círculo vicioso e de suas peças de dominó. Pois é, não está descendo redondo. Retomando a frase de início, “Introduza a moeda” foi o que eu escutei de uma balança insolente ao tentar me pesar em uma farmácia hoje voltando do trabalho. Aquela sensação de incapacidade e indignação não assimilada começava a me aflorar a pele ainda de forma cômica. Máquina mercenária, já não basta as más notícias que ela sempre me dá, agora ainda me cobra por isso. E se tratava de uma mulher, uma voz de uma alma feminina.
Hoje mais do que nunca para tudo se cobra e se estipula um valor. Zeros a menos ou a mais, podemos nos basear quanto gastaríamos com determinado serviço ou produto independente das inúmeras formas de pagamento. Nem as instituições religiosas pouparam-nos e agora fazem parte de mais essa. ”Poupar” é ótimo. Na falta de dinheiro vivo, você pode passar o seu cartão de crédito em máquinas portáteis na hora de efetuar o pagamento do DÍZIMO. Dá para acreditar? Simplesmente Business. Uma dúvida: mas vem com garantia?

Ver e ser visto



Paula Capobianco


Ver e ser visto?
O que faz um ser humano se deslocar até um ambiente fechado, escuro, apertado, com um som extremamente alto, com um perfume de cigarro no ar e pessoas falando asneiras no seu ouvido? De longe, quem não identificou ainda, imagina o inferno, mas não é o caso, me refiro a uma “balada” e segundo suas respectivas colunas de críticos da área e freqüentadores, não se trata de uma balada qualquer. Estamos falando da Museum, há quem rogue por sua devida perfeita pronuncia, mas “esses” comecemos por desconsiderar.
O meu equívoco quanto ao destino da minha noite foi substituir uma noite de sono pela apresentação Carl coxx. Mas, quem o conhece e gosta, e nesse momento me lê, pode até se indignar e retrucar “Ahh como assim?? Ela está falando do Coxxxx?” Pode até ser fêmurrr, mas meu querido e minha querida, digamos que o meu “esquenta” foi no Budha Bar outro antro de voyeristas e ao chegar no Museum, aliás, NA Museum eu tivesse que me acomodar no maravilhoso camarote de um metro quadradro com simplesmente 20 nego gozando por estar no camarote da balada, só que com um porém, 1 metro quadrado! Outro detalhe, de repente me vejo em cima do sofá de salto com mais todas as outras meninas parecendo umas animadora de platéia AFE! Minha amiga ainda me lança “Amiga, nada de salto plataforma da próxima vez hein, porque é uó, terrível!!” Nossa imaginem minha cara de “oe??” Então o segurança se aproxima pra domar a macacada e pede por gentileza para as meninas descerem, nossa, eu pensei comigo porque tanta delicadeza e eu me toquei rapidamente, para um otário playboy criar caso com um segurança é 2 segundos.
Ok, uma garrafinha de vodka e latinhas de energético, quanta fartura, pois é, é o que os semblantes dos VIPS transpareciam heheh, mas que nada, pró-seco que é bom nada! Graças a Deus estava de carro, meu humilde carro que eu paguei e fui!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Woody Allen Barcelona


Woody Allen parece mesmo intercalar seus grandes filmes com medianos, se depois do fantástico "Match Point", "O Sonho de Cassandra" e "Scoop" não chamaram muita atenção dos cinéfilos, "Vicky Cristina Barcelona" vem mostrar o contrário. Mesmo já tendo gravado alguns filmes na Inglaterra, Allen considera esse o primeiro longa gravado na Europa (ele é cheio das esquisitices mesmo).
Como de praxe, mulher bonita é o que não falta em seus filmes, a queridinha do diretor Scarlett Johansson e o furacão espanhol Penélope Cruz, são umas das mais bonitas e interessantes mulheres do cinema atual. A árdua missão de não passar despercebida por elas consegue ser cumprida pela quase inédita carinha de Rebecca Hall. A platéia feminina não tem do que reclamar também, Javier Bardem está de tirar o fôlego no papel de um artista extremamente sedutor.
A história é das duas amigas do título Vicky (Hall) e Cristina (Johansson), que saem da terra natal - Estados Unidos, a fim de desbravar Barcelona. É o artista Juan (Bardem) que se encarrega de mostrar o local e o que de mais inusitado que nele há.

Extremos, triângulo amoroso, gastronomia e arte, Woody Allen continua o mesmo só que em um lugar diferente. Seu bom e velho humor afiado está presente nos diálogos e nos personagens.

O filme é cômico, não há quem não se divirta com os surtos do casal Juan e Maria Helena (Cruz). Apesar do elenco de primeira, a vez é mesmo da atriz Penélope Cruz, que explicita a dedicação tanto no inglês como em tornar sua personagem marcante.

Assim como no filme "Manhattan", a vontade é de pegar a "backpack" e viajar para o respectivo destino, Barcelona nesse caso. O diretor mais uma vez consegue mostrar a essência mais bela do cenário gravado. Seja na arquitetura de Gaudí ou até mesmo em uma doceria qualquer da região; a arte, o vinho e as cores são uns dos detalhes (pequenos) que aguçam nossas sensações.

Mais informações sobre o novo filme de Woody Allen na Folha Online!

Troca-se saúde por brinde

Fernanda Frozza


“Compre Batom! Seu filho merece Batom!”. O clássico comercial da Garoto, na década de 90, não deixava dúvidas às crianças que assistiam a um menino aconselhando as donas de casa, da forma mais direta possível, a comprar o chocolate para os filhos. Quase dez anos depois, as propagandas voltadas para o público infantil continuam, de maneira explícita, utilizando personagens de desenhos animados para chamar a atenção dos pequenos e obter sucesso nas vendas.
Segundo a Advertising Age’s Global Marketers, as maiores empresas fabricantes de alimentos, bebidas, doces e guloseimas gastaram cerca de US$ 12,8 milhões em propaganda, no ano de 2006.
A insistência das crianças é aceita pelos pais que, quase sempre, cedem a uma refeição com hambúrguer, batatas fritas, refrigerante e claro, a surpresa! Com R$ 10 por dia, eles alimentam os filhos e ainda satisfazem a vontade dos pequenos de adquirir todas as miniaturas do último filme da Pixar.
O alimento não chama tanta atenção quanto o brinquedo. Para os baixinhos, parece que o brinde vem acompanhado de um lanche e não o contrário.
Porém, segundo o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), o perigo está, justamente, nas combinações nutricionais das guloseimas. Uma pesquisa realizada nos principais fast-foods (Mc Donalds, Habib’s, Giraffas, Burguer King e Bob’s) aponta que essas refeições ultrapassam, em média, os limites diários em 87,5% de gordura saturada e mais de 100% de sódio, além de obter 2,3g de gorduras trans.
O Idec alerta que, pelo menos, 22 milhões de crianças no mundo, com menos de 5 anos, sofrem de sobrepeso e obesidade e que o hábito de ingerir alimentos gordurosos pode gerar graves problemas na fase adulta. As caixas surpresas não são as únicas vilãs, já que salgadinhos e cereais matinais também entram na lista.
Sendo assim, Tony, o tigre do Sucrilhos Kellogg`s, não deve ser tão esbelto quanto parece na embalagem. Segundo a Consumers International, os cereais carregam a falsa idéia de que são ricos em fibras e vitaminas, embora apresentem alto teor de açúcar e sal em sua composição.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Era só o que faltava!

Fernanda Frozza

Se depender do Senado a meia-entrada está com os dias contados. Um projeto em discussão pretende alterar o modo como a carteirinha de estudante é utilizada, proibindo a compra de ingressos pela metade dos preços nos finais de semanas e feriados.
A proposta também tenta cortar os benefícios para maiores de 60 anos e implementar um documento padronizado, visando o fim da má fiscalização.
Para o autor do projeto, Eduardo Azeredo (PSDB-MG), é uma forma de reduzir o preço dos ingressos nos dias de maior movimentação nos eventos.
A lei já foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça e aguarda a votação da Comissão de Educação, Cultura e Esporte.
Segundo a UNE (União Nacional dos Estudantes), os senadores enfrentarão resistência da entidade, que apóia a criação de um documento único, mas mostra-se contrária as restrições de seu uso. “Somos a favor do direito amplo conquistado pelos estudantes e responderemos com atos públicos e mobilizações ao projeto em discussão”, finaliza.
Não precisa assistir a todos os filmes, shows e peças no próximo final de semana, mas quer uma dica? Aproveite enquanto há tempo!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Maroon 5 arrasa em SP

Claudia O`Keeffe


Domingo emocionante. Foi a apresentação da banda americana, Maroon 5, no Via funchal. Começou com o super hit "This love", um set list variado com canções de seus três álbuns. Um show de qualidade. O que deixou a desejar foi a duração, uma hora de apresentação! Fora o público adolescente, que não se continha. GRITAVAM MUITO, tanto que as vezes não se escutava a própria voz do cantor. Foi unânime, todos cantavam as músicas de cabo a rabo. Adam Levine, James Valentine, Jesse Carmichael, Michael Madden e Matt Flynn levaram seus fãs ao delírio com seus hits mais recentes. Ainda mais quando Adam Levine(cantor e guitarrista) caiu no palco. Fez charme e continuou cantando como se nada tivesse acontecido.
Interessante destacar, algumas introduções-cover, como "Wicked game", que antecedeu "She will be loved". Depois de uma hora de show, os americanos deixaram o palco, para voltar no bis com camisa da seleção, bandeira do Brasil e mais dois hits: "Harder to breathe" e "Sweetest goodbye".

Set List

This Love
If I Never See Your Face Again
Makes Me Wonder
Tangled
The Sun
Won't Go Home Without You
Secret
Shiver
Wake Up CallWicked Game/Sunday Morning
She Will Be Loved
Harder To Breathe
Sweetest Goodbye